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Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007

 
SOBRE JUÍZES E LIBERTADORES




Num bolo só: juizes e Libertadores. Juízes, sim, apesar do nome oficial. Que deviam ser árbitros, eu sei. Aquele que arbitra, que não é tendencioso. Mas, não: eles julgam o que vêem e condenam. No ato. Sem apelação. E erram. E como erram!

Assisti, ontem (31.1.2007, quarta-feira) ao jogo Santo e Bloom... qualquer coisa (lá de Santa Cruz de la Sierra). Qualquer coisa, sim. Que timinho horroroso! Que só não apanhou de mais (um a zero para o Santos), porque o time brasileiro ficou com medo. Medo de contusões. Porque desceram o cacete. Sob os olhos complacentes de um juizinho uruguaio mas do que conivente: assassino. As entradas por trás já há muito foram condenadas pela FIFA. Tem que expulsar! Mas, não: essa cambada ou é mal preparada ou mal intencionada. E, em se tratando de jogo pela Libertadores, em campo adversário, todos sabemos o que pensar...

Mas parece que não é só de erros disciplinares que vivem os homens de preto (que hoje vestem várias cores...): também de trapalhadas, como expulsar jogador (Marcelo Mattos, do Corinthians, porque jogou pra fora uma segunda bola) ou apitar o início de um jogo (Rio Claro x Grêmio Barueri) sem a que bola estivesse em campo... Não tinham (e continuam não tendo) mãe os homens de preto (que se vestem hoje com várias cores, mas a cabeça continua um buraco negro). E parece que não têm pátria, também. Erram em qualquer lugar, em qualquer língua... Até quando vamos tolerar esses caras mal preparados (estou falando só dos muito ruins, dos mal intencionados, dos que fazem bobagens seguidas e não são afastados) a apitar jogos e a influenciar resultados?

Mas, voltando à Libertadores. Que eu saiba, é um torneio de times de futebol. De vários países. Que se classificam para a disputa, segundo alguns critérios. Mas é um torneio de times. Não de nações, de países. Então, eu pergunto: por que voltar à lei burra (para dizer o mínimo) de que não podem chegar à final dois times de um mesmo país? Só porque os times brasileiros estiveram nas finais dos últimos torneios? E daí? Competência, caros hermanos, competência.

Além do mais: basta olhar o histórico de conquistas da Libertadores. O Brasil, dono de cinco títulos mundiais, o futebol mais respeitado do planeta, tem muito, mas muito menos títulos do que os times argentinos. E olhe que a Argentina só tem dois times bons e o resto é resto...

Volta, então, o velho preconceito de los hermanos contra nós, brasileiros, que sempre fomos os estranhos no ninho de língua espanhola. A troco de quê? Eu disse preconceito, mas acho que é mais: sob o preconceito se esconde o complexo de Caim, de nuestros hermanos. Não podem reconhecer no futebol brasileiro a superioridade que ele tem. No passado, roubavam descaradamente nossos times, quando iam jogar sob as mais apavorantes condições de temperatura e altitude. Times grandes como Santos, Cruzeiro, Inter, Flamengo, São Paulo etc., perdiam vergonhosamente para timinhos que, aqui, disputariam a terceira divisão de Minas, Rio ou São Paulo...

Como, agora, a televisão transmite tudo e é mais difícil roubar, os homens de preto deixam correr a pancadaria. E a CONCACAF reinventa regras absurdas. Essa Libertadores!
ISAIAS EDSON SIDNEY - 3:19 PM

 

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