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Sexta-feira, Maio 05, 2006

 
ANTES DA COPA MÁXIMA, FALEMOS DE OUTRAS COPAS

COPA DO BRASIL: Santos eliminado nos pênaltis pelo Ipatinga. Aí, valeu mais a sorte (ou o azar). Porque, time por time, o Santos é melhor. Jogou melhor os noventa minutos. Não venceu por um único motivo: falta de atacantes. Assim fica difícil: cada vez que um atacante santista se sobressai, machuca. Já o Ipatinga jogou bem, ou melhor, jogou o suficiente para não perder. Tem uma forma até um pouco alemã de jogar: sempre do mesmo jeito, chova ou faça sol. Com calma, muita calma. Um time de nervos de aço. E muito bem armado, como poucos no Brasil. Tem-se a impressão de que decora o script (digo, a tática) do treinador e cumpre rigorosamente em campo tudo o que foi combinado. Não sei se será campeão. Gosto muito quando surgem times novos que incomodam os grandes. Fico torcendo por eles. Não somente pelas vitórias, mas principalmente pela continuidade do trabalho. Espero que o Ipatinga não seja um fogo-fátuo. Se chegar à Libertadores, vai apanhar como gente grande. Para aprender a ser grande. E só assim é que poderemos ter certeza de que Minas terá fornecido ao futebol brasileiro mais um grande time, além dos carimbados Atlético e Cruzeiro, já que o América nunca cumpre o que parece prometer. De qualquer modo, o que mais espantou nessa Copa do Brasil, além da revelação mineira, foi o fato de três times cariocas disputarem as semi-finais: Fluminense, Vasco e Flamengo. Será que o futebol carioca está superando a incompetência de seus dirigentes e começa a renascer?


COPA LIBERTADORES DE AMÉRICA: Primeiro, São Paulo e Palmeiras. Incrível como a tradição da camisa em competições como a Libetadores acaba por se sobressair. Não se deve chutar cachorro morto, mas o time do Palmeiras está numa situação lamentável. E nem é porque tem jogadores ruins (há sim, alguns craques), mas pela falta de química entre eles. Desandou. Mas, na disputa com o São Paulo (o melhor time brasileiro da atualidade), como deu trabalho! Valeu a raça, valeu a luta. Mas deu a lógica. Mesmo com dificuldades várias (e entre elas, o péssimo trabalho do árbitro, que prejudicou mais o espetáculo do que um dos times, porque errou demais), o São Paulo prossegue sua jornada nessa Copa em que times brasileiros têm muito mais histórias de fracassos do que comemorações. Segundo, o Corinthians: vexame puro. E pior do que os três gols sofridos (e sofridos é pouco, para a bobagem do Coelho!), foi a baixaria da torcida. Profundamente lamentável. Um bando de vândalos imbecilizados a ameaçar o próprio time. Deviam, sim, chorar, chorar muito, de vergonha. Que o choro é livre. Não a pancadaria e o vandalismo. Até quando vamos continuar a agüentar esse tipo de gente freqüentando os estádios? Até quando vamos tolerar que idiotas uniformizados aterrorizem cidades, briguem entre si e contra adversários, destruam e matem impunemente? Até perdi a vontade de falar do azar do Goiás... Pois é, a Libertadores, que tinha vários times brasileiros, ficou reduzida, para nós, a São Paulo e Internacional de Porto Alegre. Mais uma lição para os candidatos à disputa desse que é um dos torneios mais emblemáticos do futebol mundial. Libertadores é assim: nuestros hermanos não entregam fácil essa rapadura, não! Quem chega lá tem de mostrar mais do que apenas um time de estrelas: tem de ter força e atitude. Atitude de campeão.

ISAIAS EDSON SIDNEY - 12:48 PM

 

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