UMA PÁ DE CAL NESTE HORRÍVEL CAMPEONATO
Há eventos inesquecíveis. Outros, que nunca deveriam ter ocorrido. O campeonato brasileiro de 2005 é um desses momentos tristes da história. Nada deu certo, tudo levou ao desastre. E quem vai pagar o pato é o time do Corinthians, o campeão do nada, o título ganho em cima de erros absurdos e lamentáveis armações. E o que é o pior: o Corinthians pagará o mico de ter um título contestado, sem ter culpa no cartório. Todas as trapalhadas, todas as confusões, todos os erros ocorreram, pelo menos aparentemente, sem a influência de MSI ou do Kia ou de quem quer que seja do Corinthians.
Aliás, já estou tratando o esquadrão da ZL como campeão, porque, em primeiro lugar, só uma grande bobagem em campo (duas derrotas) podem tirar o título do Parque São Jorge; em segundo, porque torço descaradamente para que, domingo próximo, contra a frágil Ponte Preta, o timão chegue ao título e acabe de vez com esse medíocre e horrível campeonato. Já que o mico é irreversível, que venha logo e não prolongue a angústia do moribundo ou natimorto campeonato de 2005, que deve ir tarde, muito tarde.
Além das trapalhadas de juízes e tribunais, dos erros absurdos, do calendário que propicia o desmonte de times inteiros no meio da disputa, da gangorra de líderes, da ameaça de rebaixamento de times tradicionais, das campanhas medíocres de vários candidatos ao título, há que se lamentar as mortes de torcedores, graças ao reaparecimento das famigeradas torcidas organizadas. Enquanto esses bandos de vândalos continuarem pontificando nos estádios, não haverá público para assistir a partidas que podem terminar em violência. Até quando vamos agüentar a omissão de clubes, de autoridades, do Ministério Público, da CBF, da FIFA, do raio que o parta? É preciso banir para sempre dos estádios essas malditas torcidas organizadas, para que o futebol ganhe foros de civilidade, para que não nos vejamos obrigados a assistir a atos de barbárie sempre que times de grande rivalidade se encontrem.
Só espero que a comemoração da torcida do Corinthians não siga o exemplo dos torcedores do São Paulo, na Libertadores, e cometa os mesmos atos de vandalismo e baixaria, na região da Paulista ou em qualquer outra região de São Paulo. Que não se imolem mais vidas em nome da barbárie!
E que o time do Parque fique com o mico de uma taça que ele teria méritos de conquistar, sem necessidade de ter sido beneficiado por tantas maracutaias.
ISAIAS EDSON SIDNEY - 12:05 PM
Quinta-feira, Novembro 24, 2005
HINOS EM CAMPOS DE FUTEBOL
Pátria é o país onde se vive. Nada mais. E o conceito moderno de país implica um território demarcado, uma sociedade organizada em torno de um governo para o qual essa sociedade paga impostos que retornam em forma de bens comuns. Qualquer extrapolação dessa idéia cai nos nacionalismos xenófobos e excludentes que tantas guerras e mortes provocaram e provocam no mundo todo. ]
Gosto de futebol. Torço por um time. Vibro com a seleção brasileira, representante do futebol do meu país. Ou seja, REPRESENTANTE DO FUTEBOL e não da nação brasileira. Porque um país, em sua imensa diversidade, não se representa apenas por uma equipe de jogadores de futebol. Isso é reducionismo imbecil. Como imbecil é a famigerada frase do ultra-conservador Nelson Rodrigues ao dizer que a seleção é a pátria de chuteiras. Bobagem que é repetida por aí como verdade incontestada.
Tudo isso porque li, há pouco, no Estadão, que o presidente da FIFA, Josep Blatter, está sugerindo a exclusão de hinos nos jogos. Até que enfim, uma boa idéia. Porque se confunde um time de futebol, uma seleção dos principais jogadores de um país, com a representação mística da pátria e fica um monte de idiotas a cobrar que eles cantem o hino, com a mão no peito etc. E a torcida, fanática e fanatizada por essa estupidez, aprofunda o sentido de disputa entre povos, vaiando o hino do adversário, como se estivesse em jogo não a vitória de um grupo de jogadores de futebol muito bem pagos para exercer a sua função, mas a própria existência de seu país. Como se o mundo se resolvesse numa partida de futebol, como se todos os problemas de um país pudessem caber numa vitória!
Repito: confundir futebol com o conceito de nação, através de cerimônias que exacerbam o nacionalismo xenófobo é um grande erro, uma grande bobagem. Futebol é futebol, patriotismo é outra coisa. Lembro 1970, quando a esquerda torcia contra a seleção brasileira, porque o regime era militar. E os milicos, é claro, procurando tirar o máximo de proveito do sucesso dos jogadores. Até o Maluf distribuiu um automóvel a cada um, com dinheiro público (e foi condenado, por isso; só não me lembro se ressarciu os cofres da prefeitura). Estava todo mundo errado. E a vitória da seleção se transformou numa festa de quem gosta de futebol e não teve nem esquerda nem direita que atrapalhassem.
Portanto, apóio integralmente a idéia: parem de tocar hinos em estádios, não só de futebol, mas de qualquer outro esporte! A vitória de uma equipe representa o esforço e, portanto, a vitória dos aficionados desse esporte, e nada mais. Motivo de orgulho, sem dúvida, mas não de nacionalismos vazios e místicos, que são coisa dos dementes defensores do extermínio de tudo que não é igual a eles.
ISAIAS EDSON SIDNEY - 12:15 PM
Segunda-feira, Novembro 21, 2005
CORINTHIANS, CAMPEÃO... DO APITO!
Apesar da contestada e não muito bem explicada parceria com a MSI, o Corinthians foi o time que melhor contratou e manteve craques, nesse malfadado Campeonato Nacional, que chega tristemente ao fim. Merecem, sim, ser campeão. Mas não no apito.
O Corinthians foi o time mais teve ajuda da máfia do apito, com a anulação absurda daqueles jogos todos. E ontem, contra o Internacional de Porto Alegre, aquele trapalhão de priscas eras (a torcida santista se lembra bem dele, quando roubou descaradamente o Santos, para dar o campeonato ao Botafogo do Rio), conhecido incompetente (ou larápio, mesmo) chamado Márcio Resende de Freitas aprontou mais uma das suas. Não dar o pênalti, até seria tolerável (mais um erro crasso na extensa galeria desse juiz), mas expulsar o jogador do Inter com a justificativa de que ele simulou, foi demais. O cara precisava ser artista para não receber uma entrada por trás e cair na área. Enfim, mais uma pixotada desse incompetente. Diz que vai aposentar e já foi muito, muito tarde. Fica mais uma mancha nesse campeonato, mais um título para um clube que podia tê-lo ganhado no campo, mas vai ganhar no apito.
Enfim, só resta aos demais clubes que chorem na cama, que é lugar quente... Esperando que a CBF comece a ter vergonha na cara e prepare melhor os seus árbitros. E mantenha o campeonato de pontos corridos, uma fórmula mais do que justa (sem a máfia, é claro). E que acerte o calendário de acordo com a Europa e o resto do mundo, para que os times não se desmontem no meio do campeonato.
ISAIAS EDSON SIDNEY - 4:41 PM
Sexta-feira, Novembro 11, 2005
UM MARADONA INCOMODA MUITA GENTE...
Maradona nunca foi, é ou será aquilo que ele pensa que foi, é ou será.
Foi um grande jogador, dos maiores de todos os tempos, mas não chega aos pés de Pelé ou Garrincha e emparelha-se com muitos outros. É, hoje, um pândego apresentador de televisão. E como tal, não é melhor nem pior do que as galisteus que proliferam por aí...
Mas o que incomoda, o que enche o saco de muita gente!
Há algum tempo, ao vê-lo gordo, gordíssimo, lutando contra as drogas, achei que estava morrendo. O homem não conseguia vencer o mito e naufragava me depressão, em ruína, num péssimo exemplo de atleta que consegue superar o fim de uma carreira fantástica e mergulha no mundo negro da dependência química adquirida ainda nos tempos de glória.
Agora, ressurge o astro argentino magro, cheio de vida, entrevistando gente famosa num programa brega, mas engraçado. Entrevista até mesmo o seu aparente desafeto rei do futebol, Pelé. E ergue a perna da calça para mostrar ao próprio Fidel uma tatuagem sua, homenagem do herói dos campos de futebol ao herói da revolução cubana. E isso incomoda.
Faz passeata ao lado de Hugo Chávez, num protesto contra Bush. E deixa clara sua posição política a favor da América Latina, contra as posições conservadoras e imperialistas dos americanos do norte. E isso incomoda.
Aliás, a própria vitória da vida contra a morte, contra as drogas, contra os falsos amigos que o encorajavam a droga-se parece incomodar muita gente. El diez foi sempre polêmico e sua ressurreição para a mídia, para o show de uma vida que ele sempre cultivou como espetáculo de graça e talento nos campos do mundo, com certeza continuará incomodando muita gente. E isso é muito bom.
Porque, embora não creia que Maradona chegue a ser, nunca, tudo aquilo que seu ego pensa que ele é ou será, o mundo agradece que ele exista. E que incomode com sua irreverência os que gostam sempre de tudo muito igual, de tudo sempre o mesmo.
Um Maradona incomoda, sim, muita gente... E é muito bom que ele o faça!
ISAIAS EDSON SIDNEY - 2:08 PM
Quarta-feira, Novembro 09, 2005
LUTO
ESTE BLOG SE DECLARA EM LUTO PERMANENTE, ATÉ QUE A JUSTIÇA, O MINISTÉRIO PÚBLICO, AS CONFEDERAÇÕES DE FUTEBOL, OS CLUBES, ENFIM, O DIABO QUE SEJA, TOMEM PROVIDÊNCIAS CONTRA AS CHAMADAS TORCIDAS ORGANIZADAS.
É PRECISO DAR UM BASTA ÀS MORTES POR CAUSA DE FUTEBOL E UM DOS FATORES DE RISCO É A EXISTÊNCIA DAS FAMIGERADAS TORCIDAS ORGANIZADAS.
É PRECISO DAR UM FIM NESTA CAMBADA DE VÂNDALOS E ASSASSINOS!
ATÉ QUANDO A SOCIEDADE VAI TER QUE CONVIVER COM ESSES MONSTROS QUE SE ORGANIZAM PARA MATAR E NÃO PARA TORCER?
LUTO! SIM, LUTO ATÉ QUE SE ACABE COM AS TORCIDAS ORGANIZADAS!
ISAIAS EDSON SIDNEY - 5:24 PM
Terça-feira, Novembro 08, 2005
7 RAZÕES PARA LEVAR 7 GOLS
O time do Santos que perdeu de 7 a 1 para o Corinthians no domingo último já estava há muito descendo ladeira abaixo, depois das sete lambanças feitas pela direção:
primeira: vendeu os principais jogadores;
segunda: por último, vendeu o Robinho;
terceira: comprou um bando de tranqueiras, ou seja, aplicou mal o dinheiro;
quarta: deixou de revelar ou dar oportunidade a novos talentos;
quinta: deixou o Leão ir para o Palmeiras, quando ele voltou do Japão;
sexta: dispensou o Gallo na hora errada e contratou um técnico meia-boca;
sétima: dispensou vários jogadores nas vésperas de clássico.
E eu nem listei a qualidade do time adversário, porque aí já seria demais. Portanto, choremos, sim, ó santistas, mas choremos na cama que é lugar quente. E torçamos para que, a partir desse desastre, alguém lá em Santos tome vergonha na cara e dirija o time com competência de profissional de não com as burradas de amadores, como tem sido até agora.
ISAIAS EDSON SIDNEY - 5:27 PM