FUTEBOL É VIDA

 
             

   
 
 

Quarta-feira, Outubro 19, 2005

 

DA LAMBANÇA A TIROS QUE MATAM




Pedir fairplay a bárbaros é o mesmo que pedir às piranhas que refreiem os seus instintos. Foi isso, afinal, que fez o senhor Zveiter, ao anular todos os jogos apitados por aquele juizinho canalha.

E agora?

Já morreram três. E quantos mais se matarão, para ver jogos que já foram jogados? E nada se faz, além das lambanças de sempre.

As torcidas organizadas, uniformizadas, que usam o nome dos clubes e abusam do poder de barganha com presidentes idiotas que acham que devem fazer média com bandidos, continuam agindo como sempre, ou seja, como os bárbaros que sempre foram.

Esses grupos de imbecis que se reúnem para, pretensamente assistir a jogos de futebol, só têm na cabeça uma palavra: violência. Não me venham dizer que são jovens sem esperança, sem perspectivas ou pobres diabos. São apenas o rebotalho de uma sociedade que cultiva a violência. Não são os excluídos, pois se não tivessem dinheiro, não iriam a campos de futebol, não comprariam armas, não pagariam mensalidades a suas organizações e não teriam acesso à Internet para marcar suas posições e os pontos de encontro para a briga.

Não podemos continuar a fazer vista grossa para esse tipo de gente: precisam ser banidos dos campos de futebol. Colocar as torcidas organizadas e uniformizadas fora da lei é obrigação de nossos legisladores, do Ministério Público, da Polícia, dos governantes e dos dirigentes esportivos.

E que gente como Zveiter não se meta a fazer lambança em nome de uma Justiça Desportiva totalmente cega, surda, muda... e estúpida!

ISAIAS EDSON SIDNEY - 5:13 PM


Segunda-feira, Outubro 10, 2005

 
BRASIL E BOLÍVIA: ETA JOGUINHO RUIM!



Assim não dá: não dá para respirar, não dá para jogar. Mesmo assim, não tem desculpa para jogar tão mal, não é, senhor Parreira. Mau posicionamento dos zagueiros não problema de altitude, é problema de atitude, de treinamento, de olho crítico do técnico.

Pois é: no pega-bobos de La Paz, a 3.600 metros de altitude, um grupo de pernas-de-pau dá trabalho para a Seleção, simplesmente porque se aceita jogar lá; porque se escala um time que nunca jogou junto; porque ainda se exige desse time que toque a bola. E foi aquele festival de passes errados, de chutões para frente, de jogadores com breque de mão puxado, tentando economizar o que não se tem, o ar.

Até que, diante das circunstâncias, diz Mr. Parreira, o resultado (um magro um a um) foi satisfatório. Satisfatório o caralho, Mr. Parreira. Mesmo com todas as dificuldades, a Bolívia não tem time para ganhar nem dos reservas do Canto do Rio, quanto mais dos reservas da Seleção Brasileira. Só arranca pontos de outros pernas de pau quando joga lá naquele alçapão aéreo, onde só condor é que cria ninho. Faltou futebol, com a desculpa de que faltou pulmão.

Porque, se é um despropósito fazer que se tente jogar futebol lá naquelas alturas, isso não quer dizer que se jogue mal: pode-se não correr, como de costume; pode-se não se obter os mesmos resultados com chutes e passes, mas não se pode dar como desculpa a altitude quando se esquece o futebol, quando não se joga absolutamente nada, simplesmente por medo. Parecia que seleção estava com medo é da Bolívia!!! E erro de cobertura, na defesa, erro de posicionamento não pode ter como desculpa a altitude, não é mesmo/

Assim, definitivamente, não dá, Mr. Parreira.

ISAIAS EDSON SIDNEY - 1:08 PM


Terça-feira, Outubro 04, 2005

 
E A LAMBANÇA SE FEZ...




Uma só pessoa, o presidente o STJD, decidiu o destino do Campeonato Brasileiro. E como sói acontecer nas decisões unilaterais, fez besteira. Com uma só penada, prejudicou a todos. Todos, não, pois a canetada só ajudou o Corinthians, cujos torcedores devem estar rindo à toa, de nós, os manés dessa história.

Compromete-se, assim, definitivamente, um Campeonato. Porque os prejudicados vão recorrer. E têm direito de fazer isso. Portanto, muita confusão ainda vem pela frente. O futebol brasileiro, mais uma vez, terá de se superar e superar as burrices dos cartolas, dos tribunais, enfim, dessa gente toda que só entra no campo da tramóia, das decisões absurdas e dos descaminhos de um esporte que vive e sobrevive, apesar de tudo.

E os senhores árbitros? Mesmo que se considerem honestos, e a maioria com certeza o é, ainda falta muito para que nos convençam de sua competência. Há que se melhorar o nível, a preparação. Erros sempre haverá. Mas a existência de erros continuados indica pouco caso com a preparação. A preparação física progrediu, as táticas de jogo mudaram e mudam constantemente, os jogadores se profissionalizaram (até demais!), os clubes investem milhões em infra-estrutura, empresas aplicam milhões em marketing esportivo, enfim, o mundo gira e a bola rola. Só os senhores árbitros continuam fracos e frágeis. Cometendo erro absurdos, ignorando as regras e recomendações, fazendo vista grossa para a violência, para as entradas desleais, para o famigerado carrinho que até a Fifa já aboliu. E depois, não adianta virem chorar o leito derramado. Não adiantam confissões de honestidade. É preciso competência, só isto: competência. E punição para aqueles que erram muito, que não se preparam fisicamente e tecnicamente.

ISAIAS EDSON SIDNEY - 1:47 PM

 

.

HOME
&
ARCHIVES


FUTEBOL É VIDA, MAS A VIDA NÃO É SÓ FUTEBOL!