ENQUANTO O CAMPEONATO NACIONAL NÃO EMBALA...
A rodada do Campeonato Nacional do último fim de semana não trouxe novidades. Ganhou quem tinha de ganhar e perderam os de sempre. Como ainda falta muito tempo para embalar de verdade, acho que tem time agindo como coelho em corrida de São Silvestre, tanto numa ponta quanto na outra. Porque ninguém, em sã consciência, acha que a Ponte Preta tem esse gás todo para chegar ao final de quarenta e tantas rodadas na ponta, nem que os Atléticos e o Vasco vão, realmente, ser rebaixados. Tanto a Ponte pode até ficar com boa classificação, em virtude dos pontos acumulados, quanto os últimos colocados podem reagir e alcançar boas posições na tabela. Num campeonato longo e de pontos corridos, em que três vitórias ou três derrotas seguidas jogam um time na ponta da tabela ou na faixa de rebaixamento, muita coisa ainda vai acontecer, muitos técnicos ainda vão perder o sono... e o emprego.
Enquanto isso, voltemos a falar de torcida. Mais especificamente, das torcidas organizadas.
Tenho assistido a algumas mesas redondas na televisão em que se debate o problema da violência das torcidas. Como sempre acontece nesse tipo de programa, fala-se muito, grita-se muito, critica-se muito... mas sugestões realmente interessantes para a solução do problema, nadica de nada. Porque se alguém tenta aprofundar um pouquinho a análise, já logo surge uma voz mais forte a pedir até mesmo que a polícia coloque na rua os famosos brucutus do tempo da ditadura. E aí, não há saco que não arrebente!
É claro que a violência das torcidas reflete a violência da sociedade em que vivemos. É óbvio que não há uma só solução a curto prazo, nem definitiva. O que se deve esperar são várias medidas que devem ser tomadas por autoridades competentes e até pelos próprios clubes. Dentre essas medidas urgentes, reclamo a extinção das chamadas torcidas organizadas.
Na verdade, torcida organizada é sinônimo de violência. Não há como impedir que dezenas de jovens uniformizados, conduzidos por líderes que não sabem bem o que querem, reunidos para caminhar pela cidade e chegar aos estádios e torcer juntos, não se transformem em violentos e em vândalos ao se sentirem protegidos pelo grupo, no calor dos gritos de guerra, em que até mesmo os de boa índole, incentivados pelas circunstâncias e pelo clima de guerra instaurado, como numa cruzada, se sintam, de repente, cavaleiros anônimos de uma luta de fervor quase místico pelo seu time do coração. As lutas e embates com o inimigo são, então, formas de afirmação de superioridade. O rastro de destruição, uma forma de vitória contra todos os que não são como eles etc. etc. etc. A repressão apenas adia batalhas ou, como acontece quase sempre, acirra o ânimo guerreiro. No meio de sua tribo, o jovem troca a identidade de filho, amigo, cidadão, pela armadura do guerreiro em busca de vitórias na defesa de seus ideais, nesse caso, transformando o escudo de seu time em uma espécie de religião. A cordialidade entre guerreiros, comum nas pugnas desportivas e profissionais, não tem entre os componentes de uma torcida organizada um sentido normal de disputa, de regras, de ordem, enfim de um mundo razoavelmente civilizado, mas encontra-se num estágio primitivo de desorganização mental e infantilismo, ao ver no outro aspectos ameaçadores à sua hegemonia, como se o mundo se dividisse entre os que estão comigo e os que estão contra mim. E muitos crescem, tornam-se adultos responsáveis em suas respectivas trajetórias de vida, mas continuam cultivando esses mesmos vieses primitivos quando se encontram com sua turma, protegidos por sua tribo, no mesmo fervor pela vitória de seu time. É como um pedaço de sentimento adolescente que cisma em permanecer, mesmo no adulto. Uma forma de recusa ao amadurecimento. Há muita sociologia e psicologia de massas nas ações dessas torcidas organizadas. Então, somente um longo processo educativo pode levar esses jovens e mesmo os adultos a suplantar esse fervor e aceitar o outro, sem mitificações perigosas, sem ver no outro o inimigo ameaçador, mas apenas um adversário. Mas, enquanto isso, é preciso que autoridades e clubes se unam para medidas urgentes e de impacto. Para mim, uma dessas medidas é acabar com a praga da torcida organizada.
Argumentos não faltam para isso: são sociedades civis que utilizam o nome e os símbolos de clubes que têm sócios e patrimônio a zelar, sendo um dos seus maiores patrimônios a imagem, construída através de muitos anos de existência e conquistas. Esse patrimônio não pode ser usado por essas torcidas, que o denigrem com sua violência e ainda comercializam a marca do clube, cobrando mensalidades de sócios e prestando serviços em nome do clube. Por aí já deve haver meios de impedir que essas falsas sociedades civis se constituam. Além disso, as autoridades, principalmente o Ministério Público, devem fazer gestões para que se enquadrem os líderes em leis que existam, ou possam vir a ser aprovadas, de crime contra a sociedade, pelo incentivo à violência etc. Às autoridades policiais caberão tomar medidas que vêm sendo utilizadas com sucesso em outros países, como, por exemplo, impedir que os indivíduos presos e processados por brigas, agressões e outros atos anti-desportivos sejam obrigados a se apresentar na delegacia do bairro nas datas e horários dos jogos de seus times.
Enfim, enquanto uma ampla campanha educativa e outros meios de convencimento à não violência comecem a ser postos em prática e colham seus frutos, medidas urgentes devem ser tomadas, sendo uma delas, sem dúvida nenhuma, a imediata extinção das torcidas organizadas e o impedimento de sua ação em campos de futebol. As pessoas não precisam se reunir para torcer juntos por um time de futebol. A ida a um campo deve ser um prazer, como ver um show ou ir a um teatro, não o risco de se ver envolvido em brigas com pancadaria, tiros e outras barbaridades!
Futebol é vida, não agressões e barbárie.
ISAIAS EDSON SIDNEY - 6:36 PM
Quinta-feira, Julho 21, 2005
DUAS LÁGRIMAS
Uma lágrima para o Santos. Sem Robinho e sem o dinheiro da venda de Robinho, preparem-se os torcedores para a débâcle do time. Perder para o Vasco, de virada, na Vila, será o menor dos males. Dias muito tristes prevejo para o Santos. O time já está sem rumo e ainda vai ficar pior. Vários projetos de craque, que poderiam dar algum alento, já preparam as malas. E alguns outros, já consagrados, também. Restará apenas o toque de classe de Giovani, insuficiente para a grossura total dos demais e para o ar aparvalhado do Gallo, na beira do campo. Há treinadores que sabem montar e remontar um time: conhecem o momento certo de começar de novo e buscar esquemas que privilegiem novatos sem que o time sofra tanto. Sabem fazer um grande jogar como pequeno, até que amadureçam os craques em formação. E depois colhem os frutos. O Santos campeão foi feito assim. E de repente, lá estava uma nova geração a encher as vistas de quem gosta de futebol. Não creio ser esse o perfil do atual treinador. Por isso, lamento. Lamento muito. Perde o futebol todas as vezes que um time de tradição desce a ladeira. Portanto, uma lágrima, uma lágrima sentida para o Santos.
A outra lágrima fica para os torcedores do São Paulo. O melhor time do Brasil tem a pior torcida. Como se não bastassem os atos de selvageria na Avenida Paulista, os vândalos ainda se vangloriam pela Internet. Não merecem ser tratados como torcedores indivíduos imbecis e imbecilizados pela barbárie, como esses moleques idiotas que se dizem prontos para matar ou morrer pelo São Paulo, o clube. Deve-se estar pronto, sempre, para viver por alguma coisa, nunca para morrer. A cultura da morte, da destruição, do quanto pior melhor, que viceja em nossa sociedade e colhe frutos tétricos em guerras de guerrilhas pelo mundo afora, espalhando o terror da morte sem motivo, precisa ser combatido de alguma forma em todos os lugares do planeta. Quem inventou esse negócio chamado torcida organizada? Juntar pessoas, com carteirinha e tudo, para torcer para um time de futebol, foi daquelas boas idéias de que o inferno está cheio. E o inferno não só está cheio como vem à tona em atos de vandalismo e destruição, em morte e sofrimento. É preciso dar um basta, urgente, a essa horda de imbecis, antes que o mal, que já cresceu muito, torne-se incontrolável. E, então, não haverá lágrimas suficientes para chorar pelas conseqüências.
iesidney@uol.com.br
ISAIAS EDSON SIDNEY - 2:22 PM
Segunda-feira, Julho 18, 2005
NOTAS DO CAMPEONATO NACIONAL
A rodada deste final de semana não trouxe grandes novidades, mas alguns tropeços fatais:
¿ Palmeiras: perdeu mais um jogo (em casa) e mandou embora o Bonamigo, mas fica na cabeça do torcedor uma desconfiança. Será que o problema do time é, mesmo, o treinador ou os jogadores que não se encaixam, não combinam. Afinal, o elenco do Palmeiras é até bastante bom. O que acontece? Será que o Leão dará jeito, ou há mais coisas no Parque Antártica do que sonham os inconformados corneteiros, com ou sem amendoim?
¿ Vasco e Flamengo: mais um desesperado, o Vasco, manda embora o técnico, quando o problema, aí sim, é de falta de craques. Ou alguém acha que Romário ainda mete medo em alguma defesa? Com um time assim, hão há baixinho (e nem técnico) que agüente! E ainda tem o Eurico Miranda! Ninguém merece.
¿ Atlético MG: conseguiu recuperar até mesmo a ressaca de seu xará paranaense. Segura, firme, a lanterna e não dá sinais de que vá se livrar dela tão cedo. É outro time que parece desencaixado: não funciona.
¿ Santos e São Paulo: acho que o Santos bobeou, deixando o Leão ir para o Palmeiras. O Gallo cantou enquanto havia aquele timaço, com Robinho, Leo, Robert e cia. Agora, que precisa remontar o elenco e dar outro padrão de jogo ao time, a coisa desanda. O Santos parece morto em campo: não tem vontade própria. Conta, apenas, com jogadas individuais. O meio de campo pega a bola e não sabe o que fazer com ela, pois ninguém se desloca, ninguém se apresenta para jogar. Contra o expressinho do São Paulo, um time apenas médio, só esqueceram de avisar ao Carlinhos, com suas chuteiras azuis, que o combinado era ficar naquele empate sem graça.
¿ Internacional: bateu, bonito, o Juventude. Parece que está levando a sério a responsabilidade de representar o combalido futebol gaúcho, depois do vexame do Grêmio, e pode se tornar um bom candidato ao título, se não desandar.
¿ E, por fim, a Ponte Preta: líder, isolada, a macaca engorda em cima do galho. Como se diz que macaco gordo é que quebra o galho, ficamos de olho, para ver se há consistência nessa liderança, ou se tudo não passa de incompetência dos outros. Seria muito bom para o futebol que a Ponte despontasse, sim, como uma força, porque mexeria com os brilhos de outros times. Enfim, vamos aguardar...
ISAIAS EDSON SIDNEY - 11:51 AM
Sexta-feira, Julho 15, 2005
AI DOS VENCIDOS!...
Hoje, sexta-feira, amanheci de ressaca. Não da boa ressaca são-paulina, de vitória maiúscula, com tudo dentro. Mas a ressaca de quem não viu e só ouviu falar do festival de violência de polícia e torcedores, antes, durante e depois do jogo no Morumbi. Violência contra torcedores que compraram ingressos falsos, o que, por si só, já é uma violência. Violência contra lojas, bancas de jornais, metrô e ônibus na Avenida Paulista, por conta da ausência de um telão ou sei por quê... Enfim, uma onda de saques, socos, porradas, lutas, pauladas, borrachadas, tudo o que tinham direito polícia e torcedores. A velha barbárie de sempre...
Então, por conta dessa ressaca, fico imaginando coisas. A Libertadores é um dos principais campeonatos de futebol do mundo. E talvez o mais difícil. Dominado, às custas de muita malandragem, pelos hermanos. Suas regras impediam que dois times de mesmo país disputassem a final. Agora, isso pode. Então, diante do que aconteceu ontem, fico pensando: e se essa final fosse entre Corinthians e Palmeiras? E se essa final fosse entre Boca e River? Ou entre Cruzeiro e Atlético MG? Ou ... O que poderia acontecer, hem? Como controlar os bárbaros e vândalos? Teria que ser decretado estado de sítio? Sei, não, mas essa hipótese, só de pensar nela, me deixa de ressaca... Ressaca de sangue.
E também foi essa desgraçada de ressaca que me levou a pensar, não no vitorioso São Paulo, campeão com todas as honras, mas no Furacão. O Atlético PR foi a grande surpresa da competição. Para chegar à final, derrotou adversários poderosos, enfrentou todos os dissabores tanto aqui quanto em terra estrangeira, passou por campos inóspitos como um verdadeiro... furacão. E, surpreendentemente, chegou lá, à final... E, surpreendentemente, está na lanterna do Campeonato Nacional, com seis pontos, em onze jogos! E, com certeza, curtindo uma ressaca daquelas! Que vai demorar um pouco (?) a passar! O que significa, ou pode significar, outras derrotas na principal competição do Brasil. E o vice-campeão (com todas as honras!) das Américas está na ladeira em direção à... segunda divisão!
Ai dos vencidos, portanto...
ISAIAS EDSON SIDNEY - 1:56 PM
Segunda-feira, Julho 11, 2005
QUEM SEMEIA INCOMPETÊNCIA...
Não vou analisar o Campeonato Nacional. Há, ainda, um longo caminho a percorrer, antes que comecemos a vislumbrar aqueles que podem aspirar ao título. A gangorra das primeiras colocações não permite prognósticos.
Mas, vendo a coisa de baixo para cima, podemos, pelo menos, lamentar o que está acontecendo:
VASCO, FLAMENGO e ATLÉTICO MG: três dos mais tradicionais times do Brasil, sem dúvida nenhuma. Ricos de história. Milionários das glórias passadas. Deviam merecer respeito, só pelo nome, pela marca, pela tradição. No entanto, seguram a lanterna, com muita convicção, pois não parece que desejam soltá-la. Tornaram-se times iluminados, desgraçadamente iluminados.
Eu pergunto: por que esses times estão nesta situação vexatória?
A explicação está na conclusão da seguinte frase, que cada um complete como quiser:
QUEM SEMEIA INCOMPETÊNCIA...
E o ATLÉTICO PR, também lanterna? Bem, esse pelo menos, justifica a posição por causa da opção pela Libertadores. Mas só justifica, não explica!
ISAIAS EDSON SIDNEY - 5:15 PM
Terça-feira, Julho 05, 2005
LIBERTADORES: UMA FINAL DE SONHO E RISCOS
Sempre defini a Libertadores como um torneiro pra lá de cascudo. Difícil e complicado. Ou vice-versa. Nossos hermanos, principalmente argentinos, têm amplo domínio. A custa de muita malandragem disfarçada de raça, de muita mala preta para juízes pusilânimes, de muita falta de coragem dos mesmos juízes... enfim, de muito jeitinho para conquistar a vitória a qualquer preço, a qualquer custo.
Só com o advento das transmissões por televisão é que as coisas começaram a ficar mais claras. Ainda há muito jeitinho, mas a malandragem e a roubalheira diminuíram. Uma coisa é apitar um pênalti inexistente num campo do interior da Bolívia, sem outras testemunhas que os locais, outra bem diferente é fazer o mesmo com o olho intrigante da tevê em cima do lance... Também as regras mudaram. E para melhor. Antes, não podia haver uma final com dois times do mesmo país, o que gerava, é claro, algumas distorções. E na inauguração dessa nova regra, chegam à final duas equipes brasileiras: São Paulo e Atlético PR.
Méritos: da raça atleticana e da aplicação tricolor. Favoritos? Não há favorito em final. Qualquer projeção morre na primeiro lance espetacular, ou num cochilo irreparável. A única certeza para uma final de Libertadores é a tensão. De jogadores, técnicos e, principalmente, da torcida. E é sobre a torcida que eu quero falar um pouco mais.
O jogo está marcado para Porto Alegre, pelos motivos que todos sabem. Parece lógico, parece legal, um campo quase neutro, com tamanho suficiente para controlar os fanáticos de ambos os lados. Então, qual é a preocupação?
O caminho, a estrada, que é uma só para ambas as torcidas, embora as distâncias não sejam as mesmas. Quantos ônibus (que torcedor de arquibancada, a maioria, viaja é mesmo de ônibus!) sairão de São Paulo e de Curitiba para chegarem mais ou menos no mesmo horário em Porto Alegre? Dezenas, talvez centenas. E a possibilidade de encontros na estrada, num posto de gasolina, num restaurante coloca em risco a vida de dezenas de pessoas, pelo histórico de tensão que já existe entre as duas torcidas, ampliada, essa tensão, em muitos watts, pela própria situação de confronto final.
E a volta? Com qualquer resultado, a provocação estará no ar. Os fanáticos de plantão não se fazem de rogados quando a situação permite tripudiar sobre o adversário, tratado como inimigo. Veja-se a declaração do chefe da torcida organizada do São Paulo, um tal de Quinho, às vésperas do jogo contra o River, na Argentina: a gente mata ou morre. Esse o estado de ânimo dos imbecis que constituem o grupo de fanáticos que se autodenomina torcida organizada. Melhor seria dizer torcida estupidificada, embrutecida, formada por gente que, fora da situação futebolística, é até tratável, mas quando se reúne para torcer por um time, se transforma em monstro, em vândalo, em assassino.
Portanto, aqui, de longe, vendo pela televisão e torcendo por um bom espetáculo, fico também torcendo para que prevaleça o bom senso entre as torcidas e, principalmente, para que as autoridades policiais do Rio Grande do Sul tenham a preocupação de reforçar a segurança não só no estádio, mas principalmente nas estradas.
É muito bom gostar de futebol, mas isso não pode, de forma alguma, se transformar em motivo de atos atentatórios à vida humana. Faz parte da vida ganhar ou perder. Não só do futebol, que é, sem dúvida, uma grande invenção humana. Desde que visto sem o fanatismo destruidor e assassino.
ISAIAS EDSON SIDNEY - 3:26 PM
Segunda-feira, Julho 04, 2005
UMA PEQUENA NOTA TRISTE DE UMA SEGUNDA-FEIRA
Robinho tem o direito de ir embora. Ponto.
O Santos tem o direito de exigir uma boa grana para ele ir embora. Ponto.
Mas... o que parece é que a mosca azul mordeu o craque... e o craque está pisando na bola.
Uma pena. Mas são coisas do futebol, quando entra em campo o lucro fácil de quem se diz empresário do esporte. Aí, nesse angu, o caroço é sempre mais para dentro do bolso... ou do banco.
ISAIAS EDSON SIDNEY - 1:35 PM